segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O que faz um ídolo?

Eu tinha 6 anos quando entendi o que era a relação de um fã com ídolo.
Era um dia histórico para a música, o assassinato de John Lennon. Vivíamos, então, dia 8 de dezembro de 1980 e a notícia da morte do Beatle tinha tomado conta do mundo e atingido a minha casa como bomba. Meu irmão, beatleomaníaco, sentia uma dor que tinha levado uma pessoa que ele nunca sequer encontrou. Uma pessoa com quem ele nunca tinha conversado. Mas alguém que ele havia anos ouvia todos os dias, sabia detalhes de sua vida, decorava tudo que ele tinha feito até que Mark Chapman decidiu que era hora de colocar fim, em plena Nova York. O símbolo de tudo era uma fita preta que meu irmão amarrou no braço. Seu luto e tristeza por alguém que ele nunca conversou.

Não por acaso, minha adolescência foi repleta de tietagem e as mais fortes foram The Police e U2. Fazem parte da minha vida até hoje, claro, mas de uma forma diferente. E nunca precisei abandonar isso. Adoro curtir tudo até hoje, mesmo que de forma menos intensa. Porque nunca fui de fazer loucura, eu tinha uma turma na adolescência e tudo girava em torno da música. É a música que me move. Em tudo, nunca posso ficar sem ela por muito tempo. É ela quem me leva a uma privilegiada infância regada a Abbey Road, Ópera do Malandro, uma adolescência de Joshua Tree...

E depois de, já aos 35 anos, emocionar-me desse jeito ao andar pela famosa Abbey Road em Londres e adorar ir exatamente no local de um dos clipes do U2, vejo que ter vivido essas paixões são ótimas lembranças.
E é lindo de novo me solidarizar com o sentimento do meu irmão, que viveu aquela dor, aquela saudade do que John ainda ia fazer, a tristeza à distância, a compaixão que aproxima, a paixão que me fez sentir tão bem na companhia de estranhos de vários idiomas, outras histórias, com o mesmo objetivo de dar uns passos na mesma rua que o mundo todo conheceu.


Estar lá fez todo o sentido.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O amor sorri


Adoro adorar esse sorriso e desejo desejá-lo sempre.
Com música, com foto, com cinema, desenho, design, letras, muitas leituras e revivências.
E os Beatles já disseram, repito:

Any time at all, any time at all, any time at all , all
you've gotta do is call and I'll be there.
If you need somebody to love, just look into my eyes, I'll
be there to make you feel right.
If you're feeling sorry and sad, I'd really sympathize.
Don't you be sad, just call me tonight.
Any time at all, any time at all, any time at all , all
you've gotta do is call and I'll be there.
If the sun has faded away, I'll try to make it shine,
there's nothing I won't do
If you need a shoulder to cry on I hope it will be mine.
Call me tonight, and I'll come to you.
Any time at all, any time at all, any time at all , all
you've gotta do is call and I'll be there.
Any time at all, all you've gotta do is call and I'll be there.


Feliz aniversário.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Filmes que amo 2


Hoje minha cena favorita nem poderia ser outra...
Eu tinha 14 anos quando me apaixonei por Patrick Swayze, para mim o ator perfeito: interpretava e dançava. Esta paixão por alguém que você nunca vai encontrar... um sonho, cinema, oras.

Nunca um filme tinha vindo tão bem em meus olhos, era a adolescência ali. Foi a única vez que fiquei no cinema duas sessões...
Fora que cinema na minha família é a nossa história também, nossa memória, nossa conversa, nosso troca.

Pra lembrar, no dia de hoje...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Meu sabiá voltou



Foi na semana passada, logo cedo. Pronta para a minha primeira lava no rosto do dia, ouvi. Era ele, suspirei. O sabiá voltou.
Mudei-me há sete meses e vivi esse tempo sem a companhia dele. Pensei que talvez minha nova casa não fosse do agrado deles. Mas não era possível. Minha irmã é a dona da casa e ela ama sabiás mais do que ninguém.
Me senti um tanto abandonada.
O canto também não acontecia mais no meu trabalho, nem nos meus caminhos.
Mas a lamentação acabou. Ele voltou.
Estou tão feliz, nossa. Todos os dias, todos os ligares. Agora ele sempre está.
Adoro seu canto. Me deixa feliz.
Volto no tempo, vivo de novo. Que coincidência ele estar comigo aqui, sempre penso!
Bem-vindo.
Quer ouvir?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Filmes que amo 1


Faz tempo, eu sei. Mas essa semana o cinema entrou lá em casa e vou postando aqui cenas do cinema que jamais esquecerei. Vai a primeira. É a volta de bicicleta mais linda do cinema, com Paul Newman em Butch Cassidy.

Andem de bicicleta com eles.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

UP será a melhor coisa da sua vida



Em 10 minutos assistindo à animação UP Altas Aventuras, novo filme da Disney/Pixar, eu já pensei: “esse é o filme mais lindo que já vi”. Mas eu entendia que eu ainda iria me emocionar mais e rir muito, mas muito mesmo com a atrapalhada aventura que eu mergulhava.
Este texto escrevi para o site CRESCER, veja mais aqui.

É um dos momentos mais emocionantes que tive no cinema.
Quando o filme acabou, eu tinha certeza que nada mais seria como antes.
Experimentem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Esses meninos, esses mineiros




Quem assistiu à abertura do Criança Esperança viu Milton Nascimento acompanhado de uma criançada linda e atores e cantores.
Eram dois grupos que me dão sorrisos sempre que os encontro. Falo do grupo Ponto de Partida com os Meninos de Araçuaí.
Quer saber mais deles? Acompanhem esse vídeo que eu e Ricardo Fiorotto fizemos para o site CRESCER.
Emocionem-se.
Mineirizem-se.
Cantem, estejam com eles assim que puderem.
É bom demais!

foto do espetáculo Pra Nha Terra, segundo CD lançado por eles. Veja tudo em www.cpcd.org.br